far out

25 de fevereiro de 2007

enquanto os mortos vão dançando por esta casa. eu sento-me e olho nos olhos do vazio a imagem do espelho. contorcida pelo tempo. infinitesimal perante as grandes vidas que a esta hora brilham na noite fria do inverno mais difícil.

nunca serás a noite quente do meu futuro. não há futuro. não há presente. não há passado. não há vida para quem nunca foi vivo.

a noite chama-se Cardhu.

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